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Grandes empresas se transformam com chegada de startups

Em vez de competir, as grandes empresas precisam de parcerias para continuarem inovadoras


5 de novembro de 2021 - 15h54

(Crédito: Shutterstock)

Imagina a situação: você é CEO de uma empresa de tecnologia, uma gigante no setor. Sua companhia é famosa por projetos inovadores (ainda que os principais tenham sido já há alguns anos), seu lucro é alto, os acionistas estão felizes e seu market share é confortável. De repente, uma start up chega com um produto praticamente revolucionário na sua área, oferece um serviço que muitos diriam ser melhor do que o seu e ainda por cima a uma fração do custo – ou de graça. O que você faz? 

Se fosse algumas décadas atrás, a resposta talvez variasse entre uma série de práticas indecorosas, ou simplesmente “compro essa empresa”, sem pensar duas vezes. A startup, e as mentes que ousaram criar o produto inovador, seriam vistas como o inimigo. Hoje em dia, porém, a resposta seria muito diferente.

Basta caminhar pelo gigantesco salão da feira de startups na Web Summit 2021 e conversar com os empreendedores por lá para perceber o quanto a situação mudou. Quer mais? Visite uma das palestras dadas por nomes importantíssimos do mercado. No último dia do evento, a maior conferência de tecnologia do planeta, o brasileiro Fred Santoro, da AWS Brazil, subiu aos palcos para falar um pouco mais sobre inovação na Amazon. 

O que Santoro mostrou nesta quinta-feira na Websummit é sensacional, mas o melhor é ver que não só a Amazon segue esse caminho. Em sua palestra, ele mostrou como a AWS, ou Amazon Web Services, o braço de computação em nuvem da gigante sediada em Seattle, escolhe abraçar e fomentar quem antes seria visto como um inimigo. Em vez disso, a AWS Activate Founders quer empoderar startups para que elas possam inovar, construir e crescer. 

E qual é uma das principais “táticas” dessa empresa do big tech? Simplesmente sair do mindset da competição e entender que hoje o mundo exige colaboração. Justamente por termos tanta competitividade, tantos cérebros brilhantes criando soluções encantadoras, fica impossível para uma empresa só ser a responsável por essas criações todas. A outra ponta dessa realidade é o próprio consumidor. Já falamos sobre como ele exige mais das empresas: mais propósito, mais ações para melhorar o mundo. Só que além disso, cada vez mais ele exige produtos e serviços melhores.

Em um mundo digitalizado, online e conectado, não é difícil encontrar outros provedores, outros produtos e comparar soluções. As empresas, então, não podem ficar para trás. Uma oferta bem estruturada precisa ver acompanhada de bom custo benefício, mensagem atraente, interface de usuário impecável e atendimento ao consumidor. Com tudo isso sendo exigido na máxima potência, não dá para ficar sozinho.

As startups estão aí para oferecer um elo inovador indispensável nesse mundo exigente. O problema, claro, é sair do chão. Quando antes seria fácil para uma empresa como a Amazon simplesmente comprar um concorrente e enterrar sua criação, agora as gigantes fazem o contrário.

Não dá para não se empolgar com esse formato das aceleradoras atuais. De maneiras diferentes, elas ajudam as pequenas e iniciantes, mas altamente inovadoras, empresas a criar. Dão capital, ou mentorias de quem já está no mercado há décadas e tem o que ensinar, oferecem auxílio técnico, reuniões com potenciais investidores e muito mais. Cada projeto tem sua peculiaridade. Em troca, as startups podem, sim, ser compradas, mas podem também se tornar prestadoras de serviços, ou verdadeiras parceiras dessas gigantes já estabelecidas.

Todo mundo ganha. Inclusive o consumidor. Andando por esse galpão que parece infinito, já preparado para dar tchau para esse evento sempre destaque no mundo todo, a gente vê o resultado. Produtos e serviços que entendem as necessidades das pessoas, que atendem os nossos anseios, que antecipam as nossas vontades. Não vejo a hora de encontrar tudo isso lá fora, e no nosso dia dia.

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