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Zara Larson e metaverso: mais engajamento e personalização

Experiência no Roblox fez com que Zara Larson tivesse conexão mais íntima com fãs e conhecesse pessoas que não tem condições de ir a shows presenciais

Thaís Monteiro
4 de novembro de 2021 - 11h57

A plataforma social Roblox tem ganhado atenção mundial por ser comparada ao conceito de metaverso e por realizar shows e ações com artistas da música durante esse ano e meio de pandemia. No Web Summit deste ano, Jon Vlassopulos, global head de música do Roblox, e a artista Zara Larson, discutiram o futuro da interação da música com o que está sendo proposto como o metaverso.

(Crédito: Reprodução/Web Summit)

O metaverso, na verdade, ainda não existe. Um metaverso seria a união de vários ambientes, incluindo os universos dos jogos, em que o usuário poderia transitar sem a necessidade de deslogar, com um mesmo avatar que represente sua personalidade. O que existe atualmente são “experiências metaversais” em plataformas imersivas, como Roblox, Fortnite, Minecraft e outros.

Zara Larson realizou uma festa de lançamento de seu último álbum no Roblox. Ela interagiu com fãs por meio de seu avatar, tirou fotos e vendeu merch em espaços personalizados para o evento, com elementos que condizem com sua identidade de marca. Para a cantora, foi o momento perfeito para se conectar com os fãs durante a pandemia e a interação permite uma proximidade que não é comum em eventos físicos, como acessar pessoas que não tem condições de pagar para ir em um show, passar mais tempo com eles e interagir com melhor qualidade ao invés de realizar uma live ou publicar um vídeo em que a comunicação é unidirecional.

“Antes, você tinha que fazer tour e visitas em rádios para ser conhecida como artista. Hoje, você pode fazer isso da sua sala de estar e ter a mesma conexão emocional. Passamos mais tempo online e de conexão. Acho que ainda vou conseguir ver o rosto deles e interagir e não só ver textos”, expressou.

De acordo com Jon Vlassopulos, o Roblox trabalha a 15 anos construindo o metaverso e trata a missão com responsabilidade, já que deseja garantir segurança e diversão para os usuários. Atualmente, a plataforma tem formatos para shows ao vivo e festas de lançamento, mas a empresa já negocia com festivais de música para 2022, quando haverão novos formatos. “Talvez Zara crie com fãs em collabs com avatares. Não há limitação quando você não precisa estar em um só estúdio ou espaço. Não há limites da física, tempo e espaço. No mundo real, poucas pessoas puderam conhecer ela e conversar. No Roblox, as pessoas conversam com os artistas. Essa união libera a criatividade. Comercialmente, esperamos que essa conexão traga mais receitas ao conectar com os fãs. E que isso vá direto pro artista”, explicou.

Para ambos, o metaverso inaugura uma nova fase do consumo de música de forma social, que difere do modo individual de consumir música via streaming, pois um usuário pode convidar seus amigos para festas na plataforma e interagir. Além disso, os panelistas acreditam que tal imersão permite um engajamento maior da comunidade de fãs. “Uma vez que todos os fãs possam estar por lá e o artista aparecer, isso vai ser super engajador. Talvez ela faça um dueto com um artista virtual”, considerou Vlassopulos. “É o futuro da música. O metaverso já ia ser uma realidade com a pandemia ou não, ele só foi acelerado”, disse Zara.

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