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Atletas, vida selvagem e até o parkour inspiram robôs

Boston Dynamics, desenvolvedora que inspirou um dos episódios da série Black Mirror, defende que os equipamentos devem substituir funções que colocam as pessoas em risco

Luiz Gustavo Pacete
7 de novembro de 2019 - 12h51

O Spot foi apresentado ao público durante o Web Summit (Crédito: Divulgação Web Summit)

Se você acompanha com frequência temas ligados à tecnologia, já deve ter visto passando por sua timeline um robô que carrega caixas, sobe escadas e até dá mortais. A desenvolvedora desses protótipos, a Boston Dynamics, esteve presente no Web Summit apresentando seu novo modelo, o Spot, como descreveu Marc Raibert, CEO da empresa, “a lamborghini dos robôs”. De acordo com Marc, o principal objetivo desses robôs, que chegam a assustar pela semelhança com o movimento de felinos, por exemplo, é compreender o ambiente ao redor e evitar obstáculos. Neste contexto, colocá-los para exercer funções perigosas em minas ou petroleiras são algumas das possibilidades.

“Para desenvolver esse tipo de robô dispomos de duas formas de inteligência artificial. A primeira é a atlética, e a segunda a escolar, quando o robô tem a função de ajudar pessoas com informações, em hotéis, metrôs ou aeroportos, por exemplo.” Outras inspirações no movimento desses equipamentos vêm do parkour e da ginástica. “Essas máquinas estão aprendendo a lidar com situações inusitadas como serem empurradas ou lidarem com obstáculos que não estavam previstos”, pontua Marc. Durante a apresentação do Spot, no palco do Web Summit, Marc demonstrou as habilidades do protótipo e destacou que até mesmo uma galinha serviu de inspiração para melhorar o desempenho da máquina.

O Spot também possuirá uma versão voltada ao entretenimento para ser utilizado em arenas esportivas. Para isso, a empresa fez uma parceria com o Cirque du Soleil para demonstrar como esses robôs podem atuar junto com pessoas. A ética no uso e desenvolvimento de robôs é um tema em alta no Web Summit. Na quarta-feira, 6, a robô Sophia retornou ao palco com o objetivo de trazer uma Sophia mais humanizada e “carismática”, a Hanson Robotics também introduziu o Phill, uma versão masculina de Sophia.

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